Escrito por Gustavo Fialho às 01h29
[]
[envie esta mensagem]
[link]
NOTINHAS
Para o desespero do meu amigo corintiano Marcio Anix, no clássico de
ontem deu Palmeiras. Segundo ele, sou pé frio, pois, é a segunda oportunidade
que nos falamos horas antes de um Corinthians x Palmeiras, e afirmo que os
verdes vão ganhar e isso acaba acontecendo: 1 a 0, gol do Valdivia. Foi mal
aí!
O Santos conseguiu perder para o
Sertãozinho no sábado. Meu Deus do céu!!! O 1 a 0 ficou barato, o time do interior
merecia vencer por maior diferença.
O São Paulo venceu o Mirassol por
2 a 1 e não
deve ter trabalho para garantir a classificação para a próxima fase do Paulistão
08.
Acredito que uma das quatro vagas
ficará com o surpreendente Guaratinguetá. O time vem liderando o campeonato com
folga, já tem 27 jogos e só faltam sete jogos. Somente uma ecatombe o tira das
semi.
No Rio, o Flamengo levou um susto, pois, perdia o primeiro tempo por
2 a 0 para
o modesto Rezende. Mas no segundo tempo, com a entrada de Diego Tardelli, que
fez dois gols, o time conseguiu a vitória por 4 a 2. Já tem são-paulino querendo o
Tardelli de volta...
O Botafogo ainda reclama da
arbitragem do domingo passado, quando perdeu a Taça Guanabara para o Flamengo.
Vendo o compacto do jogo acreditei que foram prejudicados mesmo. Mas o engraçado
é que quando ganharam aquele Brasileiro de 1995, absolutamente graças ao juiz
Márcio Rezende, os dirigentes Carlos Augusto Montenegro e Bebeto de Freitas
disseram que o Santos era chorão. Agora é a vez dos cariocas vez
chorarem!
Na Itália, o meu time por aquelas bandas, o Napoli, conseguiu quebrar
uma invencibilidade de 25 jogos da líder Internazionale ao vencer por
1 a 0. Uma
pena que títulos estejam tão distante do time azul do sul italiano. Mas seguem
na mente as conquistas do final da década de 80 e início de 90, quando passei a
ser napolitano.
Para
encerrar, campeonato espanhol. Agora o Real abriu cinco pontos de vantagem sobre
o Barcelona, depois da vitória por 3 a 2 frente ao Recreativo Huelva.
Detalhe: o time perdia por 2
a 1 até os 35 do segundo tempo. Aí entrou o Robinho e fez
dois gols. Como nos velhos tempos de Santos...
Escrito por Gustavo Fialho às 03h13
[]
[envie esta mensagem]
[link]
A IMPRENSA É A CULPADA
O ano estava começando e veio a notícia de que o atacante Adriano, até então jogador da Inter de Milão, iria defender o São Paulo até o término da Libertadores 2008. Uma grande contratação para os são-paulinos. Indo além disso, encarei como uma ótima para o futebol brasileiro. Não é sempre que nosso futebol consegue ter jogando em nosso país, jogadores do prestígio e da técnica do Adriano. Um jogador jovem (26 anos), consagrado na Itália, disputou Copa do Mundo, ganhou Copa América, e por aí vai.
É verdade afirmar que o “Imperador”, como assim ficou conhecido na Velha Bota, chegava por aqui em baixa. Os últimos dois anos foram tenebrosos para ele. Mas atuações no seu clube e o afastamento da seleção brasileira. Tudo devido problemas fora de campo, que acabaram interferindo dentro dele. Segundo o avante, a perda do pai lhe fez entrar em depressão.
A partir daí as notícias sobre ele proliferaram negativamente. Adriano foi flagrado dirigindo uma motocicleta completamente bêbado, em boates nas vésperas de partidas, acidentes automobilísticos sem grande gravidade. A Inter acreditou que fosse uma boa para ele voltar para o Brasil, para recuperar a confiança e a alegria.
Claro que movida pela necessidade de recuperar seu patrimônio, pois, Adriano era um jogador cobiçado pelos maiores times do planeta, antes de sua decadência. Mas o clube italiano fez isso também por prezar a pessoa Adriano. Ele veio para o Brasil, e logo em sua estréia, dois gols contra o Guaratinguetá, feito que valeu a vitória por 2 a 1 para o Tricolor.
Nas rodadas seguintes, mais dois gols. E foi só. O rendimento em campo voltava a ser aqueles dos tempos de turbulência na Itália. A cabeçada contra o zagueiro santista Domingos, que lhe valeu a expulsão no clássico de semanas atrás, denunciava o declínio. Corriam boatos de que Adriano estava descobrindo a noite paulistana, sempre regada com muita cerveja.
Na última sexta-feira, a bomba explodiu lá no CT da Barra Funda. O atleta chegou atrasado ao treino, discutiu com o superintendente Marco Aurélio Cunha, ameaçou fotógrafos e foi embora arrancando em alta velocidade. Na noite anterior, havia emprestado a sua Porshe a um amigo que se envolveu em um acidente.
Antes, os dois estavam numa boate, segundo o próprio jogador revelou no sábado. O tal parceiro o teria deixado em casa antes. Pois bem, era preciso ouvir o Adriano. Para isso, o São Paulo convocou uma coletiva na manhã de sábado. O atacante se fez de vítima da imprensa, que segundo ele, o persegue aqui, assim como os jornalistas italianos faziam.
Obviamente existem jornalistas patrulheiros. Profissionais que se pautam apenas pelo ranso, pela necessidade de auto-promoção destroem carreiras e abalam morais, de forma indevida. Alguns vivem às custas de destorcer e maximizar mínimos fatos. Existem jornalistas que querem aparecer mais que a manchete. Existem jornalistas mau preparados.
Porém, não me revestindo de corporativismo porque não sou dessa escola, no caso Adriano, qual a culpa da imprensa? Notícia tem que ser publicada e existem subsídios e provas mais do que suficientes para atestar que a conduta de Adriano como um atleta profissional é vexatória. O jogador foi muito bem acolhido no São Paulo sob a promessa e o comprometimento de se reerguer, se ajudar e ajudar o time. Isso não está acontecendo.
Tenho a perfeita consciência de que antes de atleta, ele é um ser humano. Como qualquer um que lê este texto e faz suas bobagens por aí. Por isso, que acho que ele não merece ser achincalhado, mas, punido como jogador e isso o São Paulo já fez, lhe impondo um desconto de 40% em seu salário.
Falta ao Adriano valorizar o time que lhe abriu as portas e confiou nele. A revolta dos são-paulinos é perfeitamente compreensível. Essa conduta ingrata do jogador revolta qualquer torcedor e qualquer jornalista também. E olha que nem torço para o São Paulo. Sou muito feliz por ter nascido santista. Acima de preferências clubísticas, vou torcer para o ser humano. Espero que ele se recupere. Será um bem ao futebol brasileiro.
Falta ao Adriano, confiar nele mesmo, como a diretoria do São Paulo assim fez. Ele se esquece que a própria imprensa, a quem ele atribui suas crises, foi uma das maiores entusiastas de sua vinda para o Brasil. Nova ingratidão. Os próximos dias serão cruciais para Adriano mostrar que é realmente o Imperador, ou simplesmente, um bobo da corte mau agradecido. Um abraço!
Escrito por Gustavo Fialho às 01h32
[]
[envie esta mensagem]
[link]
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]